5 de abr. de 2013

Nomes curiosos

Caro(a) leitor(a),

ainda não consegui parar para redigir algumas histórias, que já tenho selecionadas, nestes mais de três meses no IMESC. Mas, a título de curiosidade, atentem para estes criativos nomes próprios dos periciandos atendidos:

Overlândia
Tungstênio
Oceano Lunar
Diomaklen
Eudóxio
Marvina
Melândia
Osvaldícia
Tommy Lee Jones
Ogênio
Dovirgens
Armezinda
Eufrosina
Shester
Marcionília
Michael Douglas
Irênio
Eusupério
Jarmiela

E, abaixo, sobrenomes curiosos:

... Da Hora
... Xotta
... Da Visitação
... Tributino

Por enquanto, é isso!

28 de jan. de 2013

Bem-vindo 2013!

Caro(a) leitor(a),

desejo a você um excelente Ano Novo!

Que em 2013 as mudanças continuem acontecendo para melhor.

Eis que retorno ao blog, com um certo delay. Justifico: queria retornar sem estar com nada pendente. A hora foi essa. E, como nada na minha vida corre em linha reta, relato agora as reviravoltas. 

Em dezembro passado, conquistei meu novo emprego. O trabalho no IMESC (Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo), é exatamente o que eu estava procurando: atuar como técnica de enfermagem (e não mais auxiliar),  durante seis horas por dia (tempo disponível para estudar), de segunda a sexta (sem plantão aos sábados) e com salário honesto. É um contrato temporário especial que pode vir a ser efetivo. Precisei mudar o horário da faculdade de Enfermagem que, por um momento, pensei em trancar. Isso tem a ver com a outra novidade: resolvi adiantar as coisas (aproveitando que já possuo curso superior) e me matriculei na pós-graduação. Qual especialização? Bem, decidi fazer docência. Ou melhor, lato-sensu em Formação de Docentes para o Ensino Superior. 

O entusiasmo (e espero evoluir nisso) pela área da educação veio quando uma professora-orientadora da faculdade me apresentou aos seus alunos. Um deles perguntou, "ah, eu já a vi aqui! ela é professora, não é?", e minha orientadora respondeu, "ainda não". E pronto. Este "ainda não" foi o suficiente para mexer com meus ânimos e fiquei uma semana pensando na expressão. Ao reencontrar a orientadora, confessei, "sabe, aquele seu 'ainda não' ficou na minha cabeça a semana toda... não parei de pensar na possibilidade de...", ela me cortou dizendo, "mas eu fiz de propósito". E clarificou-me algo que até então nunca havia cogitado: estou me preparando para ser professora há anos! Fiz artes cênicas, fiz locução, fiz comunicação social, estou fazendo a segunda faculdade... Tenho quase todas as ferramentas necessárias para conduzir uma sala de aula. Faltava a especialização. Estudar nunca é demais. E, se eu não arriscar, como saber?

Voltando ao emprego novo, estou há mais de um mês lá. Quase ninguém sabe o que é e o que faz o IMESC. Para facilitar o entendimento, resumo dizendo, "sabe quando o apresentador Ratinho abre o exame de DNA para ler no programa dele? então, eu coleto o sangue para fazer o DNA". O IMESC é uma autarquia vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP e existe desde os anos 70. É referência mundial em pesquisa científica e investigação de paternidade e também pioneiro na utilização dos recursos da informática e da comunicação para a prática preventiva do uso indevido de drogas no Brasil.

Aos poucos, pretendo apresentar um pouco da rotina do atual trabalho aqui no blog. Não poderei detalhar, já que tudo corre em segredo de justiça e não posso divulgar o conteúdo dos processos, mas quero relatar minhas vivências e impressões sobre esta nova realidade em minha vida. 

Aguarde.

9 de nov. de 2012

Nota

Distante, mas não ausente.

Indefectível (e espaçosa) entressafra.

Em breve, volto com novas, boas, outras notícias.

Até já.

25 de out. de 2012

Campanha PLACES

versão para as mulheres

versão para os homens

Antes de dar o seu "check-in", coloque a camisinha.

19 de out. de 2012

Nota à imprensa do COREN-SP sobre erros na enfermagem

Comunicação/COREN-SP
Mediante um grande número de solicitações de jornalistas de diversos veículos, o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo emitiu hoje (19/10) uma nota oficial sobre os fatos veiculados nos meios de comunicação envolvendo a categoria da Enfermagem e todo o setor da saúde no Brasil, com o objetivo de esclarecer os órgãos de imprensa.

Segue abaixo a íntegra do texto:

São Paulo, 19 de outubro de 2012

Caro(a) jornalista,

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo informa que tem conhecimento sobre os fatos envolvendo a categoria da enfermagem e todo o setor da saúde no Brasil. Mas também se sente no dever de alertar a população e a mídia sobre as péssimas condições de trabalho a que são, muitas vezes, submetidos os profissionais da enfermagem, nem sempre divulgadas, imputando sempre toda a responsabilidade do erro cometido ao auxiliar, técnico ou enfermeiro.

O Conselho Regional de Enfermagem fiscaliza sistematicamente o exercício da profissão e conhece muito bem os problemas enfrentados pela categoria com a falta de material adequado para procedimentos, dimensionamento incorreto de pessoal, baixíssima remuneração e jornadas excessivas e exaustivas de trabalho que contribuem para a indução ao erro.

Todas as denúncias feitas a este Conselho são investigadas, apuradas e analisadas em processo ético no qual se ouvem todos os envolvidos e o acusado tem direito a ampla defesa. Porém, se constatado erro, o profissional acusado é punido de acordo com o art. 118 do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (disponível em: http://novo.portalcofen.gov.br/codigo-de-etica-dos-profissionais-de-enfe...).

É importante ressaltar que dos mais de 400 mil profissionais no Estado de São Paulo inscritos no COREN, pouco mais de 300 mil praticam o exercício da profissão. As denúncias não representam 1% desse montante e esse menos de 1% nem sempre é condenado ou foi responsável direto pelo erro.

A Enfermagem é uma profissão comprometida com a saúde do cidadão, da família e da coletividade. Os bons profissionais não podem pagar pelos maus e, por isso, merecem respeito. Portanto, as normas, resoluções e leis que regem o Exercício Profissional de Enfermagem devem ser obedecidas e seguidas tanto pelos profissionais quanto pelas instituições de saúde, garantindo - desta forma - a qualidade de atendimento e a segurança do paciente.

As escolas de enfermagem também devem ser fiscalizadas com rigor pelos órgãos competentes responsáveis por esse setor, evitando colocar no mercado de trabalho pessoas despreparadas que comprometem toda uma categoria e colocam vidas em risco.

O Conselho Regional de Enfermagem está fazendo sua parte e empenhando-se nas ações fiscalizatórias para que a atuação seja mais eficaz, sempre com o objetivo de educar e evitar que erros aconteçam, com as punições aplicadas quando necessário.

Cordialmente,
MAURO ANTONIO PIRES DIAS DA SILVA
Presidente do COREN-SP

Fonte: COREN-SP

10 de out. de 2012

Dia Mundial da Saúde Mental

Crianças de uma escola em Lisboa responderam a seguinte pergunta aos especialistas em saúde mental, "o que é um maluco?". ClicaO que é um maluco?

"Os homens são tão necessariamente loucos, que não ser louco significa ser louco de um outro tipo de loucura" (B. Pascal)

3 de out. de 2012

Luto

Hoje faleceu a mulher que inspirou o nome deste blog. 
Perdi minha última tia, aos 76 anos de complicações renais...
Descanse em paz, Maria Magdalena Arantes Ribeiro ou, simplesmente, tia Ia. 
Todos nós te agradecemos por tudo!

06 de agosto de 2009 (Sorocaba/SP)

Para saber melhor, clique aqui: Para poder continuar...

26 de set. de 2012

Mais de 3 mil visitantes e uma descoberta!

Mais uma marca a ser comemorada: o blog ultrapassou 3.000 visitantes! Agradeço imensamente o interesse de todos e espero que o Visita da Saúde esteja contribuindo para sua vida, de alguma maneira. ;-)

Para celebrar esta ocasião, vou contar uma novidade sobre a história de minha família, que descobri neste ano. Se não fosse meu amor pela Itália e o curso de italiano, provavelmente, eu não teria investigado isso. 

Meu falecido pai, filho de uma italiana da Bologna, chamada Ottorina Mingarini Stignani, e de um paulista de Itararé, chamado Absalão Fiuza de Queiroz, tem um irmão gêmeo que vai completar 90 anos em dezembro. Meu tio, apesar de lúcido, lembra bem pouco das histórias de meus avós paternos, menos ainda dos meus bisavós, também italianos, Augusta Mingarini e Ubaldo Stignani (os avós dele). De todas as dúvidas que tento tirar com ele sobre o passado da família, consigo pouca informação. Infelizmente, ninguém da  família do meu pai carregou os sobrenomes italianos devido ao machismo da época: a filha de minha bisavó (minha avó), teve seus sobrenomes excluídos após o casamento, ficando somente com o Fiuza do meu avô (e também sem o Queiroz dele, que vinha de uma mulher; minha outra bisavó, portanto).

Na tentativa de saber melhor quem foram meus bisavós italianos, acabei - por minha conta - pesquisando. Eis aqui minha mais recente descoberta pessoal: minha bisavó italiana, Augusta Mingarini, em 1894, se formou como levatrice (pronuncia-se levatrítche), que é o nome - na língua italiana - para a profissão de... parteira! Ela foi diplomada pela Universidade de Bologna, no norte da Itália, e veio para o Brasil, a convite do governo (em uma ação político-sanitária, não sei direito ainda sobre isso), para se especializar na profissão, pela Escola de Parteiras de São Paulo. Porém, como ela já possuía formação com diploma, precisou somente revalidá-lo com uma habilitação específica, fornecida pela Escola de Farmácia, Odontologia e Obstetrícia de São Paulo (EFOOSP), que concluiu em 1905. Além disso, descobri também, que existe uma rua na cidade de Itararé com seu nome, no bairro do Cruzeiro. Muito provavelmente, ela foi uma profissional e tanto. 

Desde quando soube disso, fiquei aliviada de poder, realmente, compreender que tenho algo de ancestral com a área da saúde. Por isso, em nome de minha bisavó parteira, Augusta Mingarini, ratifico minha mudança de área com alegria e entusiasmo, na certeza que estou no lugar certo. 

19 de set. de 2012

Pulmão de Aço, livro de Eliana Zagui

uma vida no maior hospital do Brasil



Li este livro, de quase 300 páginas, em quatro horas corridas. 
Impressionante a força, a beleza e a alegria de Eliana Zagui, vítima da poliomielite, "moradora" do Hospital das Clínicas há quase 40 anos. Fiquei emocionada com a leitura e recomendo muitíssimo, principalmente, aos profissionais da área de saúde. 


Informações: Belaletra Editora